terça-feira, 7 de junho de 2011

Desguia, entra noutra...

Prepare- se: vou falar Coisas Duras. Na minha sincera, desinteressada e afetuosa opinião de quem quer te ver feliz (…) desguia, entra noutra, arruma um namorado novo, gatinho sem problemas, que dê cama & carinho. E simples e gostoso. Por que não? Não se puna. Não finja que-os-problemas-foram-superados-e-tudo- está-num-ótimo-astral. Chama uma Ro-Ro, vira a mesa de vez e parte pra outra. Você, como qualquer ser humano, precisa de amor — e como ser humano legal e especialíssimo, merece amor de uma pessoa bonita.
— Caio F.

domingo, 8 de maio de 2011

Tenho medo

Eu não sei explicar o que é isso que dispara em mim quando faço malas e vou. Como é que fica o mundo quando destranco minha bolha? Sofrer é de uma arrogância egocêntrica sem limites. Tenho medo de dobrar a esquina de casa. Tenho medo de fazer aniversários. Tenho medo de ser mulher. Tenho medo que me magoem. Tenho medo de estarem rindo do quanto eu sou feliz quando alguém me abraça e eu me largo um pouco. Minha cabeça pesa quilos demais pro meu pescoço. Alguém por favor só me segura um pouquinho? Tenho medo de acordar.

Tati B.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A gente procura...

... um amor que dure o mais possível. Procura, procura, talvez tu ache. Para mim é horrível eu aceitar o fato de que eu tô em disponibilidade afetiva. Esse espaço entre dois encontros pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo, porque não agüenta o fato de estar sozinho.


Caio Fernando Abreu

Já doeu uma vez

Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta. Já doeu uma vez.

CFA

...

Eram dias parados, aqueles. Por mais que se movimentasse em gestos cotidianos - acordar,comer,dormir - , dentro dele algo permanecia imóvel.
CFA

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Aliás, a vida é assim : arde, depois passa .


Olha,não fique assim, não. Vai passar Eu sei que dói, é horrível . Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta . Sei que parece que vai explodir, mas não explode . Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar . Dor é assim mesmo : arde, depois passa . Aliás, a vida é assim : arde, depois passa . A gente acha que não vai aguentar, mas aguenta as dores da vida. Pense assim : agora está insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa . Mas agora já passou, agora já são dez segundos depois da frase passada . Sua dor já é dez segundos menor do que há duas linhas atrás . Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia . Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre ? Isso é bobagem . Porque para viver de verdade a gente tem que quebrar a cara, tem que tentar e não conseguir . Achar que vai dar e ver que não deu, querer muito e não alcançar, ter e perder . Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita . Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida . A vida é incontornável, a gente perde, leva porrada, é passado para trás, cai . Dói, eu sei como dói .. mas passa . Está vendo a felicidade ali na frente ? Não, você não está vendo, porque tem uma montanha de dor na frente . Continue andando, você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço . Vai querer desistir, mas não vai desistir porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la para trás é continuar andando . Você vai ser feliz . Está vendo essa dor que agora sambar no seu peito de salto agulha ? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela . Juro que estou falando a verdade, eu não minto .. vai passar.

Caio F.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A estrada sem você é mais segura


E se eu disser que já nem sinto nada, que meu coração já não bate mais forte quando te vê, o seu toque perdeu o encanto, não é capaz de me fazer mover nenhum músculo e as borboletas do meu estômago fugiram todas para bem longe. Você perdeu o poder de abalar a minha vida e se transformou em um nada, o nada que eu guardo na memória mas todos os dias eu tento esquecer. Você agora não passa da lembrança velha, do que eu queria que tivéssemos sido, sabia que poderíamos ser. Mas o verbo ser te assustou tanto que você escolheu não querer.Eu te olho nos olhos, sem me preocupar se estou bonita o suficiente para chamar a sua atenção, sem me preocupar onde você estava semana passada e se nesta semana o teu signo combina com o meu. Mantenho meu olhar firme em você, sem a mínima preocupação em saber quem foi a idiota que você beijou naquela festa descolada , ou a futura iludida que você finge namorar.A minha onda de preocupação gira em torno de mim mesma, nunca me amei tanto como agora. Acordo feliz, ao som de Ana Carolina. E repito firme a parte que diz: ‘’ Se eu disser que já nem sinto nada, que a estrada sem você é mais segura...’’ Repito mais uma vez para dar sorte , só para começar mais um dia radiante, transbordando de alegria , afinal, nunca foi tão maravilhoso não sentir nada.

Fernanda  Lima

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mesmo sabendo que é errado...


...Mesmo querendo ser forte. Mesmo sabendo que precisamos encarar certas situações complicadas sozinhos… Mesmo assim, é bom ter alguém por perto que diga: “calma, vai ficar tudo bem. Estou com você, até o fim.”

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cuidado!

Cuidado com as ilusões mocinha, profundas e enganosas como o mar que é teu elemento.

E se tiver que ser

Aos caminhos, entrego o nosso encontro. E se tiver que ser, como tem que ser, do jeito que tiver que ser, a gente volta um dia.

Amor?

Amor? Não sei. É meio paranóico. Parece uma coisa para enlouquecer a gente devagar.

C.F.A

Vício

A gente tem o vício (eu, pelo menos) de matar a alegria com mil análises críticas que geralmente não têm nada a ver.
C.F.A

domingo, 9 de janeiro de 2011

Imagine. Invente. Sonhe.


“Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe. Se a realidade te alimenta com merda, meu irmão, a mente pode te alimentar com flores.”
CFA

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ser Novo


Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas… Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Esqueço a receita do equilíbrio


Porque, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. O quanto uso das partes que brigam dentro de mim. Há muito, eu me confundo.Porque metade não tem medo e levanta os braços, na descida da montanha-russa. Olhos abertos, enquanto outra acha melhor enfrentar a queda com as mãos na barra. Segurando forte. Espremendo os dois olhos, fechados, desde o começo do percurso.
Metade prefere brincar na beira da praia. No raso. Enquanto outra não vê problemas em pular dezenas de ondas e nadar onde a pequena bandeira vermelha, agitada pelo vento, avisa sobre o risco. Sobre o possível afogamento.
Porque, há muito, eu erro a receita do equilíbrio. Uso a parte que não deveria na hora em que não poderia. Me confundo com as metades que brigam dentro de mim.
Porque parte acelera na estrada, no momento da curva fechada. Pé direito até o fim, enquanto outra freia, bruscamente, ao ver a primeira placa. Seta torta, avisando sobre o perigo.
Metade não suporta a burrice, a pequenez, a lerdeza. Outra, sempre calada, tolera a banalidade. Engole a ignorância. Convive com a mediocridade.
Há muito, eu erro a mão. A dose. Me confundo com o que devo usar. Porque metade briga. Explode. Dedo apontado na cara, enquanto outra se recolhe, quieta, debaixo da cama. No quarto fechado. No tudo escuro.
Metade berra. Outra sussurra.
Tenho uma parte que acredita em finais felizes. Em beijo antes dos créditos, enquanto outra acha que só se ama errado.
Tenho uma metade que mente, trai, engana. Outra que só conhece a verdade.
Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés. Outra que sobrevive sozinha.
Metade auto-suficiente.
Mas, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. Me perco.
Há dias em que uso a metade que não poderia. Dias em que me arrependo de ter usado a que não gostaria.
Porque elas brigam dentro de mim, as metades. Há algumas mais fortes. Outras ferozes. Há partes quase indomáveis.
Metades que me fazem sofrer nessa luta diária.
No não deixar que uma mate a outra.



Eduardo Baszczyn